segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Natal é luz que espanta as trevas!



Natal é luz que espanta as trevas!

Jesus nasceu e o mundo que estava em trevas viu uma grande luz (Is 9.2). A luz se manifestou a todos os homens (Jo 1.9; Jo 3.16 e Tt 2.11), sem distinção, pois Deus não faz acepção de pessoas (Rm 2.11). Jesus veio para salvar e não para condenar (Jo 3.17, Mt 18.11). Mas o juízo se dá na medida que as pessoas rejeitam a salvação por amarem mais as trevas do que a luz (Jo 3.19 e Atos 7:51).

Jesus nasce humilde em Belém e mais tarde entrará em Jerusalém como Rei de modo humilde e manso montado em um jumentinho. Pois Jesus escolheu cativar pelo amor e não conquistar pelo poder (Jo 12.32 e Zc 4.6). Ele bate as portas dos lares e dos corações e não arromba a porta ainda que tivesse poder para tanto (Ap 3.20).

Na noite de Natal, muitas portas se fecharam para Jesus, de modo que lhe restou apenas a alternativa de nascer em um estábulo (Lc 2.7). Jesus veio para os seus, mas os seus não o receberam, mas a tantos quanto o receberem, Deus deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus (Jo 1.11), pois o propósito do Pai é que Jesus seja o primogênito entre muitos irmãos (Rm 8.29).

Deus deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1 Tm 2.4). Ele não tem prazer na morte de ninguém, por isto é que Ele diz: "convertei-vos, pois, e vivei" (Ez 18:32). Abra a porta do seu coração e deixe a luz entrar.

Um feliz Natal!
Bispo Ildo Mello

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O Alcance e o propósito da graça


O alcance e o propósito da graça


(Tito 2.11-15)

 

Link para o vídeo deste estudo: http://youtu.be/UAqlM5J8Fs0


Abordando as seguintes questões:


v A graça  salvadora é a única esperança para os pecadores
Ø  Romanos 6.23 e João 1.29; 14.6.
v A graça salvadora foi manifesta a todos os homens
Ø  Tito 2.11; 3.4; Hebreus 2.9; 1 João 2:2; João 1. 7-9; 3.16-19; 6.40; 8.13; 12.32; 2 Co 5.15; Mateus 4:16; 1Timóteo 2.4-6; Atos 2.21; 17.30; 26.16-18; Romanos 1.16; 3.22.
v A graça salvadora não é compulsória, pois não se impõe  pela força contra a vontade humana, mas procura cativar pelo amor.
Ø  Atos 7.51; Deuteronomio 10.16; Hebreus 3.8 e 15; 4.7; Apocalipse 3.20; João 1.11-12; 3.19.
v A graça salvadora conclama ao arrependimento
Ø  Tito 2.11, 12, , 14; 3.8; 2 Pedro 3.9; Marcos 1.15; Mateus 3.2 e 8; Atos 2.38; 3.19; 5.31; 11.18; Atos 20.21; 26.20; Lucas 3.3; 5.32; Romanos 2.4; 2 Timóteo 2.25; Hebreus 6.6; 2 Coríntios 7.9.
v A graça salvadora é apropriada pela fé para as boas obras
Ø  Efésios 2.8-10; Tito 3.4-8.
v A graça salvadora não é um fim em si mesma
Ø  Tito 2.11, 12, 14; 3.7 e 8;  
v A graça salvadora produz regeneração e santificação 
Ø  Tito 2.11, 12, 14; 3.7 e 8;  1 Tessaloniscenses 4.3 e Romanos 6.19.
v A graça salvadora nos torna filhos de Deus
Ø  Tito 3.7; João 1.12; Romanos 8.29; 2 Pedro 1.4.
v A graça salvadora não é apenas uma obra de Deus a nosso favor, mas também dentro de nós!
Ø  Tito 3.5; Ezequiel 36.26; Gálatas 2.20; João 3.3; 1 João 3.9.
v A graça salvadora nos capacita para toda boa obra  
Ø  Tito 2.14; 3.8, 14;  2 Pedro 1.3-11; Efésios 2.8-10.


O pecado separa o homem de Deus e traz condenação. Por causa do pecado, Adão e Eva foram expulsos do Paraíso e foram condenados a morte. "Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça" (Romanos 1.18). O pecado não ficará impune, pois a justiça prevalecerá sobre o pecado. Os dias do reinado do pecado estão contados, pois o Juízo Final se avizinha (2Pedro 3.7; Romanos 2.5; Judas 1.6 e Apocalipse 21.4). 

Por possuir uma natureza corrompida pelo pecado, o ser humano não consegue, por conta própria, obedecer plena e satisfatoriamente a todos os mandamentos de Deus (Romanos 3.10, 23). O melhor de nós não é suficiente, pois nossas boas obras são como trapos imundos diante da santidade divina (Isaías 64.6). Diante da contemplação da santidade gloriosa de Deus, Isaías exclamou: "Ai de mim" (Isaías 6.5); Semelhantemente, Pedro disse a Jesus: "retira-te de mim, porque sou pecador" e até mesmo aquele que o próprio Jesus considerou como o maior dos homens, João Batista, reconheceu a sua pequenez e insignificância diante do Cristo, dizendo "não sou digno de desatar as correias das suas sandálias" (João 1.27). E Jeremias afirmou que "as misericórdias do Senhor são a causa de não termos sido consumidos" (Lamentações 3.22).

Portanto, estando os homens incapazes de se salvarem da condenação eterna por estarem "mortos em seus delitos e pecados" (Efésios 2.1), e, sendo Deus, tanto justo quanto amoroso (Salmo 7.9), foi que ele decidiu enviar o seu Filho Unigênito para sofrer a condenação destinada aos pecadores (João 3.16), o justo morrendo no lugar dos injustos (Isaías 53; Romanos 3.26), como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29). Tudo isto para cumprir as reivindicações de sua justiça e também para manifestar o seu grande amor pela humanidade. 

Esta é a manifestação da graça salvadora de Deus a toda a humanidade (Tito 2.11). que, sem ela, estaria irremediavelmente condenada a perdição. Cristo morreu em favor de todas as pessoas e não apenas em favor de um grupo seleto (Tito 2.11; Hebreus 2.9 ). Seu perdão é extensivo a todos sem distinção, mas, para ser efetivo, precisa ser apropriado através da fé e do arrependimento. "E ele (Jesus) é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. (1 João 2:2). João inicia o seu registro do Evangelho declarando que a missão de João Batista era que "testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele. Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz, a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem" (João 1.7-9). O propósito é claro e não se trata da salvação de um grupo de escolhidos, mas tem por objetivo a salvação de todos os homens. A luz da graça salvadora brilhou a todos os homens! "O povo, que estava assentado em trevas, Viu uma grande luz; E, aos que estavam assentados na região e sombra da morte, A luz raiou" (Mateus 4:16). Jesus é a luz dos homens (João 1.4). Ele é a luz do Mundo (Jo 8.12). Jesus não veio para julgar, mas para salvar o mundo que já estava condenado (João 3.17, 18) , mas "o julgamento é este, que a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque suas obras eram más" (João 3.19).

Deus deseja que todos os homens sejam salvos (1Timóteo 2.4). Por isto foi que "se manifestou a benignidade de Deus, nosso salvador e o seu amor para com todos" (Tito 3.4). Porque Deus não quer que nenhum ser humano sequer pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento, que é uma condição para o usufruto desta graça salvadora (2 Pedro 3.9). Como disse Jesus: "a vontade do meu pai é que todo o homem que vir o Filho e crer nele, tenha a vida eterna" (João 6.40). 

Por tudo isso é que sabemos que a salvação é alcançada através da fé em Cristo e não por méritos próprios. Mas esta fé é uma fé viva que opera através do amor. A salvação é uma obra regeneradora do Espírito Santo, através da qual somos "feitos" filhos de Deus e não apenas "denominados" (João 1.12). Assim como os cristãos não apenas são chamados "santos", como também devem tornar-se santos como é santo o Pai celestial (1 Pedro 1.15, 16). Isto não é obra da carne, ou seja, isto não é produto do mero esforço humano, mas é a grande obra de Deus no coração do crente, que Cristo chama de "novo nascimento" (João 3.3-8). Paulo descreve a salvação não apenas em termos de uma obra de Deus em favor de nós, mas também dentro de nós; não apenas em termos de justificação, mas também de uma poderosa regeneração possibilitada pelo lavar regenerador e purificador do Espírito Santo (Tito 3.5). Cumprisse assim a promessa de Deus pronunciada pelo profeta Ezequiel: "E lhes darei um só coração, e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os cumpram; e eles me serão por povo, e eu lhes serei por Deus" (Ezequiel 11:19, 20).

Vemos aí, que, Deus, já nos tempos do Antigo Testamento, apontava para a sua grande salvação que propiciaria um novo coração e um novo espírito para que seu povo fosse capaz de obedecer os seus mandamentos. Algo semelhante vemos Paulo falando aqui a Tito, mostrando que o propósito desta salvação é "remir-nos de toda iniquidade e purificar para si mesmo um povo exclusivamente seu zeloso de boas obras" (Tito 2.14).

Paulo conclui este parágrafo conclamando a Tito a pregar este ensino com toda coragem, repreendendo com toda a autoridade (Tito 2.15). Pois os que creem em Deus não podem ser infrutíferos (Tito 3.14), mas devem serem solícitos e distinguirem-se na prática das boas obras (Tito 3.8, 14). Somos salvos pela graça para as boas obras que Deus preparou de antemão para que andássemos nelas (Efésios 2.8-10). O destino que Deus tem para o seu povo é que ele seja santo e irrepreensível (Tito 2.14; Efésios 1.4; 1 Tessalonicenses 4.3). Deus planejou que todos nós fôssemos conformes à imagem de seu Filho"(Romanos 8.29) e não conforme o mundo (Romanos 12.1,2). Pois os pervertidos é que vivem deliberadamente pecando (Tito 3.11), enquanto que os nascidos de Deus não vivem na prática do pecado (1 João 5.18). Nascemos de novo para viver conforme Jesus viveu e não mais de acordo com os padrões mundanos.

A graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens a fim de remir-nos de toda iniquidade, capacitando-nos para sermos um povo zeloso de boas obras. Dize estas coisas, exorta e repreende também com toda a autoridade. Ninguém te despreze. (Tito 2.11-15).

Bispo José Ildo Swartele de Mello
http://escatologiacrista.blogspot.com 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Como saber se sou salvo?




Como saber se sou salvo?

Como saber se já nasci de novo? Você já teve um encontro com Deus?

Muitos professam terem tido um encontro com Deus, mas seguem vivendo como antes. Mas um verdadeiro encontro com Deus deixa marcas! Abrão torna-se Abraão, Jacó transforma-se em Israel, Simão em Pedro, Levi em Mateus e Saulo em Paulo. Isaías exclamou: “ai de mim”! Zaqueu deixou de ser um corrupto ganancioso e passou a ser justo e caridoso. Ou seja, um verdadeiro encontro com Deus é impactante e transformador.

Alguém pode dizer: “eu creio, então, estou salvo”. O problema desta afirmação é que “a fé sem obras é morta” (Tg 2.18), pois a verdadeira fé em Cristo é também transformadora. Quem reconhece que Jesus é o Senhor, deve também sujeitar-se ao seu senhorio. 

É fácil perceber que a grande maioria das pessoas ao nosso redor professa uma fé cristã, mas Jesus disse: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade (Mt 7:21-23).

Jesus disse que "aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (Jo 3:3). Nascer de novo implica em mudança de vida, pois a nova criatura não pode permanecer a mesma, mas deve viver em novidade de vida (Rm 6.4).

Jesus também ensinou que o caminho da salvação era estreito e apertado, o que não condiz com a idéia de que basta crer. "Até o diabo crê e treme" (Tg 2.19). Como saber, então, se estamos no Caminho? Jesus mesmo responde a esta pergunta com a seguinte frase: “pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.20).

Se queremos conhecer que espécie de árvore somos devemos examinar os frutos, pois eles são realmente reveladores. Paulo exorta os cristãos dizendo: “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (2 Co 13:5).

João escreveu um livro para ajudar os cristãos a discernirem a autenticidade de seus relacionamentos com Cristo. “Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna” (1 Jo 5.13). Ele usa expressões descritivas das características dos salvos em Cristo que garantem aos possuidores delas a convicção de sua salvação. Tais expressões costumam conter os seguintes termos: “sabemos que” , “assim sabemos”, “deste modo sabemos”, “desta forma sabemos”, “conhecemos”, “assim conhecemos”, “nisto conhecemos”, “dessa forma reconhecemos”, “se alguém”, “dessa forma”, “quem não”, “todo aquele”, “todo aquele que é nascido de Deus”, “todo aquele que ama”, “todo aquele que crê”, “aquele que é”...

De acordo com João, aquele que é nascido de Deus apresenta as seguintes características:

1) Tem comunhão com Deus
2) Tem comunhão com a Igreja
3) Tem comunhão com a Verdade
4) Tem o testemunho do Espírito Santo
5) Tem respostas para as suas orações
6) Tem vitória sobre o pecado, o diabo e o mundo


1) Tem comunhão com Deus

· Tem comunhão com o Pai e com o Filho:
o “Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo” (1 Jo 1.3).
· Conhece a Deus.
o “Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos” (1 Jo 2:3).
o “conheceis o pai” e “conheceis aquele que existe desde o princípio” (1 Jo 2.14).
· Ama a Deus.
o “Amando a Deus e obedecendo aos seus mandamentos” (1 Jo 5:2).
o “Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele” (1 Jo 4:16).
· Está em Cristo:
o “Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 Jo 5:20).
o “Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele” (1 Jo 2:5).
o “Os que obedecem aos seus mandamentos permanecem nele, e ele neles. Deste modo sabemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu” (1 Jo 3:24).
· Permanece em Cristo
o “Permanecei nele” e “dele não nos afastemos” (1 Jo 2.28).
o “Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que desde o principio ouvistes, também permanecereis vós no Filho e no Pai.” (1 Jo 2.24).
· Anda na luz, pois Deus é luz
o “Deus é luz; nele não há treva alguma” (1 Jo 1:5).
o “Se, porém, andamos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 Jo 1:7).


2) Tem comunhão com a Igreja

Os salvos mantem comunhão com a igreja e não somente com Deus (1.3). Deve ter comunhão com Deus (1.6) e também uns com os outros (1.7). Segundo João, os verdadeiros cristãos são os que:

· Amam os irmãos
o “Assim sabemos que amamos os filhos de Deus: amando a Deus e obedecendo aos seus mandamentos” (1 Jo 5:2).
o “Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte” (1 Jo 3:14).
o “Desta forma sabemos quem são os filhos de Deus e quem são os filhos do diabo: quem não pratica a justiça não procede de Deus; e também quem não ama seu irmão” (1 Jo 3:10).
o “Quem afirma estar na luz mas odeia seu irmão, continua nas trevas” (1 Jo 2:9).
o “Quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço” (1 Jo 2:10).
· Não abandonam a Igreja
o “Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos” (1 Jo 2:19).
o “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia” (Hb 10:25).
o “Se, porém, andamos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 Jo 1:7).
· Reconhecem o valor da Igreja:
o “Nós viemos de Deus, e todo aquele que conhece a Deus nos ouve; mas quem não vem de Deus não nos ouve. Dessa forma reconhecemos o Espírito da verdade e o espírito do erro” (1 João 4:6).
· Seguem o exemplo de Jesus que deu sua vida em favor da Igreja para apresenta-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável (Ef 5.26-27). Devemos amar como Jesus amou:
o “Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos” (1 Jo 3:16).


3) Tem comunhão com a Verdade

Crê que Jesus é o Verdadeiro Deus encarnado e a vida eterna:
o “Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 Jo 5:20).
o “Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus” (1 Jo 4:2).
o “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho” (1 Jo 2:22).
o “Quem crê no Filho de Deus tem em si mesmo esse testemunho. Quem não crê em Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca de seu Filho” (1 Jo 5:10).
o “De fato, muitos enganadores têm saído pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em corpo. Tal é o enganador e o anticristo” (2 Jo 1:7).
Dá ouvidos a sã doutrina apostólica:
o “Nós viemos de Deus, e todo aquele que conhece a Deus nos ouve; mas quem não vem de Deus não nos ouve. Dessa forma reconhecemos o Espírito da verdade e o espírito do erro” (1 Jo 4:6; cf. Ef 2.20, At 2.42; 3 Jo 13, 4, 8 e 12).
o “Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que desde o principio ouvistes, também permanecereis vós no Filho e no Pai.” (1 Jo 2.24).
Obedece a Palavra de Cristo:
o “Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele” (1 Jo 2:5).
Está firmado e seguro na Verdade:
o “Assim saberemos que somos da verdade; e tranquilizaremos o nosso coração diante dele” (1 Jo 3:19; 2 Jo 1.1-4 e 3 Jo 13, 4, 8 e 12).
o “A Palavra de Deus permanece em vós” (1 Jo 2.14).
o “Nisto conheceremos que somos da verdade” (1 Jo 3.19).
Não dá ouvidos aos falsos profetas
o 1 Jo 2.18-27
o 1 Jo 4.1-6
o “Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo”(1 Jo 4.4)
o “Nisto reconheceremos o espírito da verdade e o espírito do erro” (1 Jo 4.4 e 5)
o “Guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5.21).
“Mentira alguma jamais procede da verdade”
o 1 Jo 2.21
Se tem comunhão com Deus tem comunhão com a Verdade, pois:
o “O Espírito é a Verdade” (1 Jo 5.6)
o “Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida”(Jo 14.6).
o “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”(Jo 8.32).
o “A Palavra de Deus é a Verdade” (Jo 17.17).
o “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 Jo 5.20).

4) Testemunho do Espírito

Podemos saber que somos salvos pelo Espírito Santo que testifica com o nosso próprio espírito que somos filhos de Deus (Rm 8.16). O Espírito nos convence do pecado, da justiça e do juízo. Pelo Espírito somos levados a convicção que Jesus é Senhor (1 Co 12.3) e também é por Ele que clamamos “Aba, Pai” (Rm 8.15; Gl 4.6). O Espirito derrama amor em nossos corações (Rm 5.5). O Espírito nos ensina (1 Co 2.13 e 1 Jo 2.27). o Espírito Santo nos guia, “porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8.14).
João, portanto, ensina que todo aquele que verdadeiramente é filho de Deus possui o testemunho do Espírito Santo como podemos ver nos textos abaixo:

· “E nisto conhecemos que ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu” ( 1 Jo 3.24).
· “Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito” (1 Jo 4.13).
· “E o Espírito é o que dá testemunho” (1 Jo 5.6).
· “Aquele que crê no Filho de Deus tem, em si, o testemunho” (1 Jo 5.10, cp. Rm 8.16; Ef 1.13-14)
· “A sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas” (1 Jo 2.27 e 1 Co 2.13).


5) Tem respostas para as suas orações

· Podemos saber que somos salvos por que o Senhor tem respondido as nossas orações:
· “E aquilo que pedimos, dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável” (1 Jo 3.22 cf. Tg 5.16; Jo 15.7)
· “E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dele pedimos” (1 Jo 5:15).


6) Tem vitória sobre o pecado. O Diabo e o mundo


João ensina que o cristão pode saber que é salvo porque está vivendo uma vida de vitória sobre o pecado, o diabo e o mundo:

Vitória sobre o pecado:
  • “Sabeis também que Ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado. Todo aquele que permanece nele não vive pecando, todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.” (1 Jo 3.4-6).
  • “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo. Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1 Jo 3.8,9).

Vitória sobre o diabo
  • “Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno (1 Jo 2.14).
Vitória sobre o Mundo
  • “Não ameis o Mundo” (1 Jo 2.15)
  • “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o Mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?” (1 Jo 5.4, 5).
  • “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado” (1 Jo 5.18).

O Cristão já foi liberto do domínio do pecado (Rm 6.14), já morreu para o pecado e não deve continuar vivendo nele (Rm 6.2). Isto não significa que esteja imune a possibilidade de pecar (1 Jo 1.8). O crente precisa vigiar, pois ainda está suscetível a cair em tentação (Lc 22.46). O Cristão já é uma nova criatura, cujo velho homem foi crucificado com Cristo (Gl 2.20; 5.24). Mas isto não significa o mesmo que estar automaticamente blindado contra o pecado. Ainda há uma longa batalha a ser travada contra o pecado, o diabo e as paixões mundanas. Há uma grande luta interior. Uma batalha difícil entre o espírito e a carne (Gl 5.17). Por isto é que encontramos inúmeras exortações para andarmos em espírito a fim de não darmos ocasião a carne (Gl 5.16-25; Co 3.8; Ef 4.22; Rm 8.13). O cristão não pode mais viver segundo a vontade da carne, mas deve ser guiado pelo Espírito de Deus, “porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”(Rm 8.14).

João afirma que sua carta tem como propósito conduzir os cristãos à uma vida de vitória sobre o pecado: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis” (1 Jo 2.1). Os filhos da Luz, não devem andar nas trevas (1 Jo 1.6), mas se tropeçarem em sua caminhada, não devem permanecer prostrados, pois tem em Cristo um grande advogado para interceder em seu favor a fim de alcançarem perdão e purificação para seguirem firmes em seu propósito de viverem para Deus (1 Jo 1.8 e 2.1-2).

Ainda que o pecado seja uma realidade na vida do cristão, uma grande diferença entre os que são filhos de Deus e os que não são é que o verdadeiro cristão não vive praticando o pecado, pois não é mais escavo do pecado e sabemos que “todo aquele que vive pecando é escravo do pecado” (Jo 8:34). Por isto é que João afirma: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; aquele que nasceu de Deus o protege, e o Maligno não o atinge.” (1 Jo 5:18).
A diferença é que são de Deus não estão sob o poder do Maligno: “Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno” (1 Jo 5:19).

Sabemos que somos novas criaturas porque recebemos um novo coração (Ez 11.19; 36.26) e um novo Espírito (Ez 36.27) que nos capacita a guardar os mandamentos de Cristo (1 Jo 2.3-7; 3.22; 5.2). Como exclamou Jesus: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama” (Jo 14.21). Isto significa uma vida de vitória sobre o pecado! Uma vida de santidade possibilitada pelo Espírito Santo de Deus! “Seu divino poder nos deu todas as coisas de que necessitamos para a vida e para a piedade, por meio do pleno conhecimento daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude” (2 Pe 1:3). Sim, fomos chamados para participar de sua virtude. Pedro arremata dizendo: “para que vocês se tornassem participantes da natureza divina e fugissem da corrupção que há no mundo, causada pela cobiça” (2 Pe 1.4). Por isto é que o cristão não pode amoldar-se a forma deste mundo (Rm 12.1-2), pois foi escolhido para ser santo, conforme a imagem de Jesus (Rm 8.29; Ef 1.4).

De acordo com João, o filho de Deus deve andar na luz, porque Deus é luz (1 Jo 1.7), deve amar, porque Deus é amor (1 Jo 4.8), deve praticar a justiça, porque Deus é justo (1 Jo 2.29; 3.7,10), deve ser verdadeiro porque Deus é a Verdade (2.21, 27), deve ser puro porque Deus é puro (1 Jo 3.3-9). Em suma, deve andar assim como Ele andou (1 Jo 2.6).

Sabemos que somos salvos porque estamos em Cristo, porque estamos seguindo os seus passos, porque estamos no Caminho! Tropeços acontecem, mas estamos no Caminho da Luz. Encontramos perdão neste caminhar e força para prosseguir. Nossa caminhada não é solitária. O Senhor nos guia e desfrutamos da presença constante do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Também encontramos irmãos e irmãs que seguem a este mesmo Senhor Verdadeiro, Justo, Puro e Amoroso. Nosso Senhor é nossa Luz e Salvação. Nosso Senhor é nosso alvo e motivação. Nosso Senhor é a nossa força para vencer o pecado, o Diabo e o Mundo.

Bispo José Ildo Swartele de Mello

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Fraternidade Wesleyana de Santidade em 17nov11


Fraternidade Wesleyana de Santidade em 17nov11Café Fraternidade Wesleyana de SantidadeAlmoço Fraternidade Wesleyana de Santidade em 17nov11

Delicioso almoço Fraternidade Wesleyana de Santidade em 17nov11

Fraternidade Wesleyana de Santidade reuniu-se em 17nov11 no Quartel do Exército de Salvação em São Paulo. Contamos com a participação de 17 pessoas: Do Exército de Salvação: Oscar, Ana, Márcio, Jurema, Veronica, Nelson e Wilson; Da Metodista Wesleyana: Ataulfo e Davi; Da Metodista: Adriel, Peres, Stanley e Nelson; Da Holiness: Eduardo, Da Metodista Livre: Katia, Shigueru e Ildo.

O Exército de Salvação preparou com muito capricho deliciosos café da manhã e almoço, que foram apreciados por todos.

O Bispo Ildo começou dando um breve relatório de sua participação no encontro de líderes wesleyanos em Chicago e aproveitou para apresentar um resumo dos trabalhos da Fraternidade até o presente momento. Todos louvaram a Deus pelas conquistas em termos de comunhão e realizações em apenas um ano e meio de existência.

A seguir separamos um tempo para oração. Após orarmos, passamos a debater a polêmica questão: "O amor de Deus é incondicional"? A santidade ou o caráter de Deus refletem uma perfeita combinação dos atributos divinos do amor e da justiça. Corremos sempre o risco de enfatizar um em detrimento do outro.

A última parte da reunião foi dedicada a troca de idéias e planejamento das atividades de 2012. Ficou definido que nossos encontros serão bimestrais. Metade deles voltada para os presidentes e principais líderes denominacionais e a outra metade voltada para a capacitação de pastores e líderes.

Decidimos que as Grandes Celebrações do Coração Aquecido deverão acontecer de dois em dois anos.

Propomos que cada denominação monte uma equipe dedicada a promoção da unidade e da santidade para nos ajudar a difundir a visão e a mobilizar todos os nossos pastores e membros.

Planejamos realizar o próximo encontro no mês de Fevereiro na Igreja do Nazareno em Campinas. O Dr. Kevin Mannoia participará deste encontro que desejamos transformar numa conferencia de santidade para pastores e líderes.

Deus tem feito grandes coisas, por isto estamos alegres e animados em relação ao futuro!

www.santidadeeunidade.org
www.santidadeeunidade.blogspot.com

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sanduíche de Mortadela - A importância de nossas escolhas

As escolhas do nosso presente são determinantes para o nosso futuro. Precisamos ser cuidadosos. Muitas vezes reclamamos de estar colhendo aquilo mesmo que plantamos.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Derrubando Muros e Construindo Pontes

Preciosa mensagem do Bispo Anderson Caleb da Igreja Metodista Wesleyana sobre o dever de derrubar muros de intrigas e construir pontes de amizade.
Ao Concílio Geral Metodista Livre em 11/11/11.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

MInas dificuldades com o sistema calvinista de pensamento

Sou admirador de muitos autores calvinistas, e no que diz respeito em ouvir e ler material teológico evangélico, a maior parte do meu tempo e dedicação tem sido em ler autores calvinistas, como o próprio Calvino, Spurgeon, Loyd-Jones, John Pipper, Paul Washer, entre outros. Particularmente, eu tenho a impressão de que o protestantismo sério, do ponto de vista prático e teológico, tem sido majoritariamente calvinista, e até poderei um dia tornar-me um também.

Entretanto, tenho algumas dificuldades com este sistema teológico de pensamento, principalmente no que diz respeito à doutrina da predestinação, que ensina que somente um grupo de eleitos será salvo, enquanto que os demais serão largados ao seu próprio destino, que é o inferno eterno.

Isto por conta da teologia propriamente dita ensinada nas Escrituras, qual seja, acerca do próprio estudo da pessoa de Deus.

Por exemplo, as Escrituras dizem que Deus quer que todos sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1 Tim 2.4).

Não faz sentido a Bíblia afirmar que Deus quer uma coisa e fazer outra diferente, em minha opinião. Não faz sentido Deus querer que todos sejam salvos e somente salvar alguns.

De acordo com o sistema calvinista, Deus é soberano, sua vontade é irrevogável e irresistível. Ou seja, se Deus quisesse, poderia predestinar a todos, mas se não o faz, é simplesmente porque não o quer.

Sei que Deus não é obrigado a fazer nada por nós, e que se não quisesse, não precisaria sequer nos enviar um Salvador, e Ele, Deus, continuaria tão soberano e amoroso como sempre foi.

Entretanto, Ele nos mandou um Salvador, e caso quisesse, poderia aplicar, de acordo com o sistema calvinista, a salvação a todos; se não o faz, é porque não o quer.

Sei que Deus é amor, mas que também é justo, e que se aplicar estritamente sua justiça, ninguém seria salvo. Mas para mim, não faz sentido as Escrituras dizerem que Ele amou o mundo (João 3.16), que Cristo é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas pelos do mundo todo (1 Jo 2.2), e ainda assim, ele limitar sua graça para um grupo de eleitos.

Segundo o sistema agostiniano-calvinista, todos nascem pecadores, já com a natureza corrupta, já com a culpa imputada pelo pecado. Ora, ninguém tem culpa (lato senso) por nascer assim, pois já é uma condição herdada. Se não tenho culpa, por exemplo, de ter nascido pobre, ou sem um órgão, quanto mais por ter nascido pecador. E nem adianta dizer que o homem ratifica a sua condição herdada pelos pecados que comete, pois, por ter herdado uma natureza corrompida, não poderia fazer outra coisa senão pecar em algum momento de sua vida.

Portanto, a lógica calvinista é: se todos estão mortos por conta da condição pecaminosa, Deus tem que predestinar e vivificar alguns. Os demais, continuarão seguindo o curso natural de sua vida, e Deus não tem culpa por isso. Se Ele não exercitar sua misericórdia para com alguns, todos iriam perecer no inferno.

Por analogia, é como se houvesse um grupo de pessoas jogadas em um oceano, e passasse por ali um navio, mas o comandante escolhesse alguns para serem resgatados e deixasse os demais ali para morrerem. Todos iriam morrer de um jeito ou de outro, o capitão não teria culpa nenhuma por isso, de acordo com tal raciocínio. Em resumo, esse é o sistema calvinista.

Entretanto, penso que nenhuma legislação no mundo concederia anistia a um comandante assim...

Vejam; sei que posso estar humanizando demais o pensamento teológico nesta questão, querendo aplicar a Deus algo que pensamos em termos estritamente humanos, mas se assim o fazemos, é por misericórdia também, por amor à humanidade, e não por rejeitarmos a Deus. Eu, particularmente, não tenho condições intelectuais, ainda, de aceitar o fato de que Deus predestina alguns para a salvação e deixa os demais seguirem o próprio rumo de sua vida rumo ao inferno embora nutra o máximo respeito aos calvinistas.

domingo, 30 de outubro de 2011

Chamada para o ministério!

Maravilhoso testemunho da Cel. Almira Mello a respeito do seu chamado missionário.
Dezenas de pessoas aceitaram o apelo para dedicação de suas vidas a Grande Comissão (Mt 28.18-20).

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Unidos para alcançar esta geração

 “Que todos sejam um... para que o mundo creia” (João 17:21)

Jesus é nosso modelo em tudo, inclusive na oração. A grande oração de Jesus em favor de Sua Igreja foi registrada no capítulo 17 do Evangelho de João. Jesus costumava subir ao monte para dedicar-se a oração (Mt 14.23; Mc 6.46; Lc 6.12; 9.28). Não que isto fosse uma regra, mas o ato de subir tem tudo a ver com oração, pois orar é também subir! Quando oramos estamos agindo de modo parecido a um foguete que precisa vencer a força da gravidade para sair da atmosfera terrena. Pois, quando oramos, nós também estamos deixando para trás as coisas puramente humanas, para elevarmos os nossos olhos para o céu em busca das coisas que são de cima e a procura de uma comunhão mais profunda e pessoal com o Pai Celeste (Jo 17.1 e Cl 3.1). Assim como o Mestre elevou os olhos para o céu (Jo 17.1), os que esperam no Senhor são exortados a levantar os seus olhos parra as alturas (Is 40.26), de modo a aprenderem a subir com asas como águias (Is 40.31). Pois estar em Cristo é já estar nas alturas (Ef 2.6), mesmo que nossos pés ainda estejam na terra! Orar não é um fardo, mas, sim, um grande privilégio que nos garante o desfrute da plenitude da alegria de Jesus (v. 13)!

 Oração é entrega, é relacionamento, é declaração de amor, é gratidão, é confissão de dependência, é submissão, é confissão de pecados, é clamor em busca de socorro, misericórdia e graça em ocasião oportuna. E é por meio da meditação e oração que o caráter de Deus vai sendo impresso em nossas vidas.

Vemos aqui também a importância da oração do líder em favor de seus liderados. Jesus se santifica em favor da santificação de seus discípulos. Jesus ora para que seus seguidores sejam protegidos de modo a serem unidos à semelhança da unidade que há entre Jesus e o Pai Celestial (Jo 17.11). Interessante observar que nossa proteção está relacionada a unidade. Sem unidade, estamos desprotegidos. Até mesmo no reino animal, os bichos usam a estratégia da unidade para se protegerem do ataque de seus predadores. Os que vivem isolados ou ficam, negligente e distraidamente, para trás do rebanho, acabam se tornando presas fáceis.

 Jesus segue pedindo ao Pai que proteja seus discípulos dos ataques do Maligno (v. 15). Jesus destaca, repetidas vezes, o papel primordial da Palavra de Deus como meio de proteção e santificação (v. 6, 8, 13, 14, 17 e 19). A verdade protege e liberta (Jo 8.32). O Espírito Santo é também chamado de o “Espírito de Verdade” (Jo 14.17). E sabemos que um dos grandes sinais da plenitude do Espírito Santo no dia de Pentecostes foi que os que receberam de bom grado a Palavra passaram a perseverar na doutrina dos apóstolos (At 2.41 e 42)! 

Portanto, a oração e a Palavra da Verdade nos aproximam de Deus ao mesmo tempo que nos protegem do mal. Eis aí o caminho da santificação que tem como grande fruto a unidade, que é a reconciliação do homem com Deus e com seu semelhante. E tal unidade possui poder impactante sobre o mundo que vive dilacerado e carente de amor genuíno. 

Jesus roga insistentemente em favor da unidade (v. 11, 21, 22, 23, 26). Jesus quer que seus discípulos alcancem a plena unidade a fim de que o mundo creia (v. 23). Esta é uma oração missionária! “Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo”(v. 18). Nossa santificação e unidade não são um fim em si mesmas, pois tem como alvo maior a evangelização do Mundo. Por isto é que o pedido de Cristo não é para que seus discípulos sejam tirados do mundo (v. 15), mas para que sejam protegidos do mal (v. 15) e para que sejam santificados na verdade (v. 17) a fim de serem enviados ao mundo do mesmo modo como Jesus foi também enviado ao mundo (v. 19). Isto é tão vital, que Jesus repete duas vezes o mesmo pedido em favor da unidade cristã com o propósito de alcançar o mundo (v. 21 e 23).

O cumprimento de nossa missão passa pela unidade da Igreja. Sem santificação e unidade, nossa missão está comprometida. Sem santificação e unidade corremos o risco de nos tornamos em pedra de tropeço em vez de instrumentos de salvação para a humanidade. 

A unidade entre Jesus e o Pai deve servir de exemplo para todos nós. Jesus não tem ciúmes do Pai, eles não entram em disputa um com o outro, Jesus não teme perder sua posição. Jesus não se sentia diminuído quando se submetia às ordens do Pai. Jesus não se sentia diminuído nem mesmo quando lavava os pés dos seus discípulos. Jesus ensinou que servir é um ato de incalculável nobreza!

Deus é amor. Os amados de Deus não são meros objetos do amor divino, mas passam também a participar deste amor, participando assim da natureza divina (2 Pe 1.4). Jesus conclui sua oração, rogando que o amor do Pai passe a fazer parte da essência dos seus discípulos (v. 26). Cristo passa a viver em nós (v. 26 e Gl 2.20). Recebemos o Espírito de Cristo e devemos manifestar os frutos deste mesmo Espírito (Gl 5.22). É pela capacitação do Espírito Santo que nos é possível ser fiéis testemunhas de Cristo até os confins do mundo (At 1.8). Evangelização sem um bom testemunho, evangelização sem os frutos do Espírito e evangelização sem unidade chegam a ser um desserviço ao Reino de Deus. 

Quantas não são as exortações bíblicas para que os cristãos vivam em amor e santidade? Temos textos e mais textos dedicados ao modo como os cristãos devem viver e se comportar. Fazer discípulos não é ensinar teoria, mas, sim, ensinar a obediência (Mt 28.20)! Que as aspirações de Cristo para seus seguidores se cumpram em nós, e que pela oração e pela Palavra sejamos santificados a fim de vivermos em amor e união, de modo que o mundo possa convencer-se de que Jesus é realmente o Filho enviado de Deus. 

Em Cristo, 
Bispo Ildo Mello