terça-feira, 31 de maio de 2011

12 Maravilhosas Mudanças Provocadas pela Cruz!


  1. O Antigo Testamento foi superado pelo Novo Testamento, que é infinitamente superior (Jr 31.31 e Hb 8.6; 12.24);
  2. A lei foi superada pelo Evangelho da Graça (Rm 6.14; 10.4);
  3. O sacrifício de animais foi superado pelo sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29) ;
  4. O Povo de Israel foi superado pela Igreja como povo de Deus que congrega em si judeus e gentios fiéis ao Messias (Gl 6.16; Ef 2.12-16; Hb 8.8-10; 1 Co 12.13);
  5. A circuncisão foi superada pelo batismo cristão (Cl 2.11; Rm 2.28-29; Fl 3.3; Rm 2.29);
  6. O sacerdócio levítico foi superado pelo sumo-sacerdócio de Cristo (Hb 4.14; 6.20; 8.5; 9.9, 24; 10.9,16,19-21; 11.9-16,39,40; 12.18-24; 13.10-14) e pelo sacerdócio universal de todos os crentes (1 Pe 2.9);
  7. Doze patriarcas são suplantados pelos doze Apóstolos de Cristo (Lc 6.13; 9.1; 22.14; Ef 2.20; At 2.43; Ap 21.14);
  8. A Jerusalém terrestre foi superada pela Nova Jerusalém celestial, ou seja, a terra prometida de Canaã foi suplantada pelo céu (Ap 21.2; 3.12; 2 Co 5.1; Fp 3.19-21);
  9. O templo de Jerusalém foi superado pelo Corpo de Cristo que é a Igreja (Hb 8.2; 1 Co 3.16-17; 2 Co 6.16-19; Ef 2.22; At 7.48; 17.24; Mt 18.20).
  10. Moisés foi superado pelo Novo Legislador, Jesus, que do alto de um Novo Sinai traz um Novo Mandamento (Mt 5.17-48; cf. 19.7; Jo 13.34);
  11. A Páscoa judaica foi superada pela Ceia do Senhor (Mt 26.28; 1 Co 11.25, cumprindo Jr 31.31-34; 1 Co 5.7; 1 Co 5.7,8; Lc 22.15; Mt 26.2-19; Mc 14.1, 12-16; Lc 22.7-15; Jo 2.13; 13.1), e
  12. E o Sábado foi superado pelo Dia do Senhor (Mc 16.9; Jo 20.1,19-23,26-29; At 2.1-4 cf. Lv 23.15,16; At 20.6,7; 1 Co 16.1,2; 1 Coríntios 1.2)!
Leia o artigo completo Sobre a Questão do Mandamento do Sábado em: 

Bispo José Ildo Swartele de Mello

Sobre o Mandamento do Sábado

Sobre o Mandamento do Sábado

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Culto do Coração Aquecido no Distrito Federal


No dia 26 de maio foi realizado na Igreja Metodista da Asa Sul, o culto alusivo ao dia do coração aquecido com ênfase na unidade, O Rev. Misael Lemos, Superintendente do Distrito de Brasília e pastor local convidou todos os pastores das igrejas de tradição wesleyana estabelecidas no DF.

O bispo João Carlos Lopes foi convidado para ministrar a Palavra e um coral de estilo black music, liderado pelo pastor presbiteriano Samuel Ferreira, com membros de diversas igrejas ministrou o louvor. O ministério "Quero" também contribuiu com sua boa música para a realização do culto. O Rev. Paulo César, SD do Distrito de Campo Grande (RJ) esteve presente. As igrejas Metodista, Metodista Livre, Nazareno, Metodista Wesleyana e Exército da Salvação reuniram-se para celebrar a unidade com os corações aquecidos.

Todos demonstraram muita alegria em participar do encontro. Os pastores de cada igreja usaram da palavra e enfatizaram a disposição para caminharem juntos nesse novo momento. O Rev. Misael apresentou o Pr. Levi, o qual foi incumbido por ele para iniciar diálogo com as igrejas de tradição wesleyana e depois presenteou a cada pastor das igrejas participantes com uma camisa com a logo do movimento Fraternidade Wesleyana de Santidade, cuja origem se deu nos EUA tendo o bispo Kevin Mannoia como seu grande incentivador no Brasil. Rev. Misael disse que nada temos com os problemas do passado das nossas igrejas e que ficamos com a melhor parte, ou seja, o privilégio de ser a geração promotora da comunhão. Disse ainda que temos com essas igrejas dois períodos de história comuns. O primeiro é a da igreja primitiva e o segundo período é o movimento na Inglaterra, o qual deu origem a Igreja Metodista. São dois momentos de grandes significados que não podem ser desconsiderados e, que agora pela Graça de Deus escrevemos o terceiro período. O bispo João Carlos convidou a todos para um momento de oração pela unidade da igreja. Foi maravilhoso ver os membros da família cristã wesleyana orando juntos.

Após o culto, a igreja local ofereceu um lanche quando todos tiveram mais um momento para confraternização. A Maior expressão está na atitude de unidade, comunhão e confraternização a caminho da santidade. Creio mesmo que foi um grande passo para que sejamos um em Cristo. Chegará o dia em que todos serão conhecidos como filhos de Deus e discípulos de Jesus.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Apresentação de Daniel Owsley

Fui convidado pelo bispo José Ildo para ser autor neste blog. Agradeço a oportunidade de refletir junto com a igreja e a sociedade sobre os temas de santidade e unidade. Que Deus conceda graça e sabedoria em deliberar sobre estes temas.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Santidade no Século XXI

Palestras da Fraternidade Wesleyana de Santidade na 60a. Semana Wesleyana da Faculdade de Teologia Metodista de São Bernardo do Campo em 24 de Maio de 2011.


"Santidade no Século 21 - Parte 1" por Bispo Ildo Melo



"Santidade no Século 21 - Parte 2" por Capitão Nelson Wakai

Reportagem Celebração do Coração Aquecido


Grande Celebração do Coração Aquecido

Igrejas de tradição Wesleyana reunidas no Ginásio do Ibirapuera com o propósito de dar testemunho de sua unidade em Cristo e de seu compromisso em reformar a nação, a começar pela Igreja, espalhando a semente do Evangelho Regenerador e Santificador de Cristo por toda a Terra.
21/05/11
Coracao_Aquecido_Geral



Abertura




Clip emocionante com Fotos



Muito mais Fotos:

 


Hino Nacional - CJC Metodista Livre e Banda do Exército de Salvação


cjc_hino_nacional

Coral Mil Vozes e Orquestra da Metodista Wesleyana



Louvores



Mensagem




PRONUNCIAMENTO DAS IGREJAS DE TRADIÇÃO WESLEYANA NO DIA 21 DE MAIO NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Assembleia



“UNIDOS PELA VIDA”

João Wesley, com seu irmão Carlos Wesley e um grupo de pessoas cristãs , revolucionou o pensamento e a prática cristã na Inglaterra no século XVIII

No contexto de um caos religioso, moral, social, econômico, no princípio da industrialização, a partir de uma vital experiência religiosa ocorrida em 24 de maio de1738, surge um “movimento denominado wesleyano” do qual de sua vertente fluem vários grupos denominacionais cristãos, totalizando hoje no mundo o montante de 100.000.000 de fiéis mais seus familiares e seguidores.

Hoje, aqui, estamos com um contingente da Família Wesleyana em momento celebrativo representando as Igrejas Exército de Salvação, Holiness, Metodista, Metodista Livre, Metodista Wesleyana, Igreja do Nazareno , bem como outros segmentos da tradição wesleyana expressando a nossa gratidão a Deus pela visão e estilo de vida surgidas a partir do movimento no século XVIII e as dimensões espirituais, éticas, morais, sociais que ele nos delegou.

A Vocação divina concedida ao Movimento Wesleyano se fundamenta na Graça de Deus, revelada em Jesus Cristo, sob a dinâmica do Espírito Santo contempla a vitalidade de uma espiritualidade profunda de comunhão com Cristo, através de “uma experiência espiritual pessoal” progressiva, contínua guiando-nos ao caminho da “perfeição cristã”, também chamado de “santificação”.

Não é uma visão aparentemente “intimista”, mas tem os seus reflexos pessoal, familiar, social em todos os seus aspectos. Wesley pregou aos “mineiros”, nas prisões, lutou contra a escravidão, à marginalização da mulher, abriu espaços educacionais a uma multidão de crianças abandonas, dando uma dimensão de “piedade” e de “atos de misericórdia” junto da Comunidade.

São muitos os testemunhos históricos que afirmam que “esse movimento” livrou a Inglaterra de uma revolução sangrenta, proporcionando uma profunda reforma na vida da nação.

Cremos em nossa Vocação Cristã numa ação missionária que atinge a vida humana em seus vários segmentos, em particular numa responsabilidade cívica e social.

Nessa perspectiva, reafirmamos nesta Casa Legislativa o nosso compromisso com a vida manifesta em Cristo Jesus em termos de justiça, paz, reconciliação e integridade da criação.

Igualmente, assumimos o compromisso enquanto família wesleyana, em terras brasileiras, de continuar a exercer o ministério profético, de anúncio e edificação dos sinais do Reino de Deus e de denúncia e erradicação de tudo quanto gera injustiça e morte.

Fiéis à direção do Espírito Santo, sentimos que Ele nos leva ao compromisso de anunciar o Evangelho em sua plenitude, a lutar contra a injustiça sendo solidários com os pobres, oprimidos, marginalizados e discriminados pela presente ordem política, econômica, social, moral, ética e espiritual.

Dessa forma, comprometemo-nos a deixar que Deus nos use, como família cristã e wesleyana visando cumprir a nossa vocação histórica que é: “reformar a nação, particularmente a Igreja, e espalhar a santidade bíblica sobre toda a terra” (João Wesley).

a. Respeito à liberdade de expressão e ser e à separação entre o Estado e a Igreja, não significando com isso ausência de diálogo e de uma ação profética a favor dos valores maiores do Reino de Deus fincados no amor, na reconciliação, na presença da Justiça, da ética, da paz, do respeito humano, da solidariedade e do respeito. 
b. Nossa preocupação com a tramitação no Senado Federal da PL 122/2006 (Projeto de Lei número 5003/2001), que criminaliza toda e qualquer manifestação contrária a orientação sexual da homossexualidade.Compreendemos que a PL fere à Constituição Brasileira que sublinha no caput do Art. 5o: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza” , bem como, desrespeita a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 que no Art. 18 afirma “que todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião”, e no Art. 19o complementa: “que toda a pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão, o que inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios independente de fronteiras. O PL favorece uma minoria em detrimento da grande maioria do povo brasileiro. 
c. A falta de uma ação mais efetiva que venha preservar o “meio ambiente”, expressando cuidado para com ele através da formação educativa de nossas crianças e jovens e de ações e leis que defendam os “mananciais”, as matas e florestas, os rios, as montanhas e tudo o mais que venha a desequilibrar o harmonia da Criação.
d. Uma ação efetiva contra todas as formas de violência presentes no tecido social afetando pessoas, famílias grupos sociais os mais diversos. Nesse sentido, nos postamos a favor do desarmamento, tão necessário em nosso país. 
e. A cultura de uma ação cidadã responsável, através de uma educação cívica fundada em valores universais básicos para o respeito, o direito e a justiça sociais. 
f. Preocupação e busca de ação concreta contra a presença do “álcool, da droga, da liberação do sexo irresponsável”, que traz como consequência a deteriorização da Pátria e de seus cidadãos. 
g. A contraposição aos valores da Pós-modernidade, tais como o “individualismo”, o ”egocentrismo”, a “busca do prazer”, o “domínio da força”, o apogeu do nome, da autoridade, da posição, da busca do poder, do domínio a todo o custo, com os valores do Evangelho do Reino e da Ética Universal, respeitada por todos os que militam no caminho da Justiça e da Paz. 
h. Preocupa-nos uma “política” que estimula o “consumismo” sob todas as formas como um meio de desenvolvimento econômico, levando uma multidão de concidadãos à dívidas impagáveis, em especial pela cobrança indevida de altos juros nas transações efetuadas. 
i. Não concordamos com os “meios” que tendo em vista os “fins” a serem atingidos são usados de forma indevida e de forma contraditória em qualquer nível e área do viver, da vida nacional ou Internacional.

Fazemos este pronunciamento com respeito e consideração, orando ao Senhor a favordas nossas autoridades constituídas aqui, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, bem como pela presidência da República, Congresso Nacional e demais autoridades nacionais.

Expressamos o nosso respeito e colocando-nos à disposição através de nossas Igrejas aqui representadas para colaborar em favor de uma sociedade melhor para todos.


São Paulo, 21 de maio de 2011.


Adriel de Souza Maia, Bispo-Presidente 3a.Região –Igreja Metodista.
Andreson Caleb – Bispo-Presidente 3a. Região – Igreja Metodista Wesleyana,
Eduardo Goya - Pastor – Igreja Evangélica Holiness do Brasil
José Ildo Swartele de Mello – Bispo-Presidente da Igreja Metodista Livre
Oscar Sánchez – Comissário do Exército de Salvação
L. Aguiar Valvassoura - Pastor-Presidente da Igrea do Nazareno



Passeata Ecológica que culminou com o plantio da Árvore Wesleyana no Parque do Ibirapuera

700 pessoas participaram de uma passeata ecológica no Parque do Ibirapuera como sinal do nosso compromisso com a Salvação em Cristo que promove reconciliação do homem com seu criador, com seu próximo e com toda a Natureza! No final da caminhada, plantamos uma árvore que denominamos Árvore Wesleyana, sinal de nossa unidade e missão em favor da vida.

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Fraternidade Wesleyana de Santidade: Sitesantidadeeunidade.org e Blog:santidadeeunidade.blogspot.com

terça-feira, 24 de maio de 2011

Seguindo a Deus de perto!

Por A. W. Tozer


“A minha alma apega-se a ti: a tua destra me ampara” (Sl 63:8.).

O evangelho nos ensina a doutrina da graça preveniente, que significa simplesmente que, antes de um homem poder buscar a Deus, Deus tem que buscá-lo primeiro.

Para que o pecador tenha uma idéia correta a respeito de Deus, deve receber antes um toque esclarecedor em seu íntimo; que, mesmo que seja imperfeito, não deixa de ser verdadeiro, e é o que desperta nele essa fome espiritual que o leva à oração e à busca.

Procuramos a Deus porque, e somente porque, Ele primeiramente colocou em nós o anseio que nos lança nessa busca. “Ninguém pode vir a mim”, disse o Senhor Jesus, “se o Pai que me enviou não o trouxer” (Jo 6:44), e é justamente através desse trazer preveniente, que Deus tira de nós todo vestígio de mérito pelo ato de nos achegarmos a Ele. O impulso de buscar a Deus origina-se em Deus, mas a realização do impulso depende de O seguirmos de todo o coração. E durante todo o tempo em que O buscamos, já estamos em Sua mão: “... o Senhor o segura pela mão” (Sl 37:24.).

Nesse “amparo” divino e no ato humano de “apegar-se” não há contradição. Tudo provém de Deus, pois, segundo afirma Von Hügel, Deus é sempre a causa primeira. Na prática, entretanto (isto é, quando a operação prévia de Deus se combina com uma reação positiva do homem), cabe ao homem a iniciativa de buscar a Deus. De nossa parte deve haver uma participação positiva, para que essa atração divina possa produzir resultados em termos de uma experiência pessoal com Deus. Isso transparece na calorosa linguagem que expressa o sentimento pessoal do salmista no Salmo 42: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando irei e me verei perante a face de Deus?” E um apelo que parte do mais profundo da alma, e qualquer coração anelante pode muito bem entendê-lo.

A doutrina da justificação pela fé — uma verdade bíblica, e uma bênção que nos liberta do legalismo estéril e de um inútil esforço próprio — em nosso tempo tem-se degenerado bastante, e muitos lhe dão uma interpretação que acaba se constituindo um obstáculo para que o homem chegue a um conhecimento verdadeiro de Deus. O milagre do novo nascimento está sendo entendido como um processo mecânico e sem vida. Parece que o exercício da fé já não abala a estrutura moral do homem, nem modifica a sua velha natureza. É como se ele pudesse aceitar a Cristo sem que, em seu coração, surgisse um genuíno amor pelo Salvador. Contudo, o homem que não tem fome nem sede de Deus pode estar salvo? No entanto, é exatamente nesse sentido que ele é orientado: conformar-se com uma transformação apenas superficial.

Os cientistas modernos perderam Deus de vista, em meio às maravilhas da criação; nós, os crentes, corremos o perigo de perdermos Deus de vista em meio às maravilhas da Sua Palavra. Andamos quase inteiramente esquecidos de que Deus é uma pessoa, e que, por isso, devemos cultivar nossa comunhão com Ele como cultivamos nosso companheirismo com qualquer outra pessoa. É parte inerente de nossa personalidade conhecer outras personalidades, mas ninguém pode chegar a um conhecimento pleno de outrem através de um encontro apenas. Somente após uma prolongada e afetuosa convivência é que dois seres podem avaliar mutuamente sua capacidade total.

Todo contato social entre os seres humanos consiste de um reconhecimento de uma personalidade para com outra, e varia desde um esbarrão casual entre dois homens, até a comunhão mais íntima de que é capaz a alma humana. O sentimento religioso consiste, em sua essência, numa reação favorável das personalidades criadas, para com a Personalidade Criadora, Deus. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste".

Deus é uma pessoa, e nas profundezas de Sua poderosa natureza Ele pensa, deseja, tem gozo, sente, ama, quer e sofre, como qualquer outra pessoa. Em seu relacionamento conosco, Ele se mantém fiel a esse padrão de comportamento da personalidade. Ele se comunica conosco por meio de nossa mente, vontade e emoções.

O cerne da mensagem do Novo Testamento é a comunhão entre Deus e a alma remida, manifestada em um livre e constante intercâmbio de amor e pensamento.

Esse intercâmbio, entre Deus e a alma, pode ser constatado pela percepção consciente do crente. É uma experiência pessoal, isto é, não vem através da igreja, como Corpo, mas precisa ser vivida, por cada membro. Depois, em conseqüência dele, todo o Corpo será abençoado. E é uma experiência consciente: isto é, não se situa no campo do subconsciente, nem ocorre sem a participação da alma (como, por exemplo, segundo alguns imaginam, se dá com o batismo infantil), mas é perfeitamente perceptível, de modo que o homem pode “conhecer” essa experiência, assim como pode conhecer qualquer outro fato experimental.

Nós somos em miniatura, (excetuando os nossos pecados) saquilo que Deus é em forma infinita. Tendo sido feitos a Sua imagem, temos dentro de nós a capacidade de conhecê-lO. Enquanto em pecado, falta-nos tão-somente o poder. Mas, a partir do momento em que o Espírito nos revivifica, dando-nos uma vida regenerada, todo o nosso ser passa a gozar de afinidade com Deus, mostrando-se exultante e grato. Isso é este nascer do Espírito sem o qual não podemos ver o reino de Deus. Entretanto, isso não é o fim, mas apenas o começo, pois é a partir daí que o nosso coração inicia o glorioso caminho da busca, que consiste em penetrar nas infinitas riquezas de Deus. Posso dizer que começamos neste ponto, mas digo também que homem nenhum já chegou ao final dessa exploração, pois os mistérios da Trindade são tão grandes e insondáveis que não têm limite nem fim.

Encontrar-se com o Senhor, e mesmo assim continuar a buscá-lO, é o paradoxo da alma que ama a Deus. É um sentimento desconhecido daqueles que se satisfazem com pouco, mas comprovado na experiência de alguns filhos de Deus que têm o coração abrasado. Se examinarmos a vida de grandes homens e mulheres de Deus, do passado, logo sentiremos o calor com que buscavam ao Senhor. Choravam por Ele, oravam, lutavam e buscavam-nO dia e noite, a tempo e fora do tempo, e, ao encontrá-lO, a comunhão parecia mais doce, após a longa busca. Moisés usou o fato de que conhecia a Deus como argumento para conhecê-lO ainda melhor. “Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o Teu caminho, para que eu Te conheça, e ache graça aos Teus olhos” (Ex 33:13). E, partindo daí, fez um pedido ainda mais ousado: “Rogo-te que me mostres a tua glória” (Ex 33:18). Deus ficou verdadeiramente alegre com essa demonstração de ardor e, no dia seguinte, chamou Moisés ao monte, e ali, em solene cortejo, fez toda a Sua glória passar diante dele.

A vida de Davi foi uma contínua ânsia espiritual. Em todos os seus salmos ecoa o clamor de uma alma anelante, seguido pelo brado de regozijo daquele que é atendido. Paulo confessou que a mola-mestra de sua vida era o seu intenso desejo de conhecer a Cristo mais e mais. “Para O conhecer” (Fp 3:10), era o objetivo de seu viver, e para alcançar isso, sacrificou todas as outras coisas. “Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus meu Senhor: por amor do qual perdi todas as cousas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo” (Fp 3:8).

Muitos hinos evangélicos revelam este anelo da alma por Deus, embora a pessoa que canta, já saiba que o encontrou. Há apenas uma geração, nossos antepassados cantavam o hino que dizia: “Verei e seguirei o Seu caminho”; hoje não o ouvimos mais entre os cristãos. É uma tragédia que, nesta época de trevas, deixemos só para os pastores e líderes a busca de uma comunhão mais íntima com Deus. Agora, tudo se resume num ato inicial de “aceitar” a Cristo (a propósito, esta palavra não é encontrada na Bíblia), e daí por diante não se espera que o convertido almeje qualquer outra revelação de Deus para a sua alma. Estamos sendo confundidos por uma lógica espúria que argumenta que, se já encontramos o Senhor, não temos mais necessidade de buscá-lO. Esse conceito nos é apresentado como sendo o mais ortodoxo, e muitos não aceitariam a hipótese de que um crente instruído na Palavra pudesse crer de outra forma. Assim sendo, todas as palavras de testemunho da Igreja que significam adoração, busca e louvor, são friamente postas de lado. A doutrina que fala de uma experiência do coração, aceita pelo grande contingente dos santos que possuíam o bom perfume de Cristo, hoje é substituída por uma interpretação superficial das Escrituras, que sem dúvida soaria como muito estranha para Agostinho, Rutherford ou Brainerd.

Em meio a toda essa frieza existem ainda alguns — alegro-me em reconhecer — que jamais se contentarão com essa lógica superficial. Talvez até reconheçam a força do argumento, mas depois saem em lágrimas à procura de algum lugar isolado, a fim de orarem: “Ó Deus, mostra-me a tua glória”. Querem provar, ver com os olhos do íntimo, quão maravilhoso Deus é.

Ë meu propósito instilar nos leitores um anseio mais profundo pela presença de Deus. É justamente a ausência desse anseio que nos tem conduzido a esse baixo nível espiritual que presenciamos em nossos dias. Uma vida cristã estagnada e infrutífera é resultado da ausência de uma sede maior de comunhão com Deus. A complacência é inimigo mortal do crescimento cristão. Se não existir um desejo profundo de comunhão, não haverá manifestação de Cristo para o Seu povo. Ele espera que o procuremos. Infelizmente, no caso de muitos crentes, é em vão que essa espera se prolonga.

Cada época tem suas próprias características. Neste exato instante encontramo-nos em um período de grande complexidade religiosa. A simplicidade existente em Cristo raramente se acha entre nós. Em lugar disso, vêem-se apenas programas, métodos, organizações e um mundo de atividades animadas, que ocupam tempo e atenção, mas que jamais podem satisfazer à fome da alma. A superficialidade de nossas experiências íntimas, a forma vazia de nossa adoração, e aquela servil imitação do mundo, que caracterizam nossos métodos promocionais, tudo testifica que nós, em nossos dias, conhecemos a Deus apenas imperfeitamente, e que raramente experimentamos a Sua paz.

Se desejamos encontrar a Deus em meio a todas as exteriorizações religiosas, primeiramente temos que resolver buscá-Lo, e daí por diante prosseguir no caminho da simplicidade. Agora, como sempre o fez, Deus revela-Se aos pequeninos e se oculta daqueles que são sábios e prudentes aos seus próprios olhos. É mister que simplifiquemos nossa maneira de nos aproximar dEle. Urge que fiquemos tão-somente com o que é essencial (e felizmente, bem poucas coisas são essenciais). Devemos deixar de lado todo esforço para impressioná-lO e ir a Deus com a singeleza de coração da criança. Se agirmos dessa forma, Deus nos responderá sem demora.

Não importa o que a Igreja e as outras religiões digam. Na realidade, o que precisamos é de Deus mesmo. O hábito condenável de buscar “a Deus e” é que nos impede de encontrar ao Senhor na plenitude de Sua revelação. É no conectivo “e” que reside toda a nossa dificuldade. Se omitíssemos esse “e”, em breve acharíamos o Senhor e nEle encontraríamos aquilo por que intimamente sempre anelamos.

Não precisamos temer que, se visarmos tão-somente a comunhão com Deus, estejamos limitando nossa vida ou inibindo os impulsos naturais do coração. O oposto é que é verdade. Convém-nos perfeitamente fazer de Deus o nosso tudo, concentrando-nos nEle, e sacrificando tudo por causa dEle.

O autor do estranho e antigo clássico inglês, The Cloud of Unknowing (A nuvem do desconhecimento), dá-nos instruções de como conseguir isso. Diz ele: “Eleve seu coração a Deus num impulso de amor; busque a Ele, e não Suas bênçãos. Daí por diante, rejeite qualquer pensamento que não esteja relacionado com Deus. E assim não faça nada com sua própria capacidade, nem segundo a sua vontade, mas somente de acordo com Deus. Para Deus, esse é o mais agradável exercício espiritual”.

Em outro trecho, o mesmo autor recomenda que, em nossas orações, nos despojemos de todo o empecilho, até mesmo de nosso conhecimento teológico. “Pois lhe basta a intenção de dirigir-se a Deus, sem qualquer outro motivo além da pessoa dEle.” Não obstante, sob todos os seus pensamentos, aparece o alicerce firme da verdade neotestamentária, porquanto explica o autor que, ao referir-se a “ele”, tem em vista “Deus que o criou, resgatou, e que, em Sua graça, o chamou para aquilo que você agora é”. Este autor defende vigorosamente a simplicidade total: “Se desejamos ver a religião cristã resumida em uma única palavra, para assim compreendermos melhor o seu alcance, então tomemos uma palavra de uma sílaba ou duas. Quanto mais curta a palavra, melhor será, pois uma palavra menor está mais de acordo com a simplicidade que caracteriza toda a operação do Espírito. Tal palavra deve ser ou Deus ou Amor”.

Quando o Senhor dividiu a terra de Canaã entre as tribos de Israel, a de Levi não recebeu partilha alguma. Deus disse-lhe simplesmente: “Eu sou a tua porção e a tua herança no meio dos filhos de Israel” (Nm 18:20), e com essas palavras tornou-a mais rica que todas as suas tribos irmãs, mais rica que todos os reis e rajás que já viveram neste mundo. E em tudo isto transparece um princípio espiritual, um princípio que continua em vigor para todo sacerdote do Deus Altíssimo.

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa — Deus — de maneira pura, legítima e eterna.

Ó Deus, tenho provado da Tua bondade, e se ela me satisfaz, também aumenta minha sede de experimentar ainda mais. Estou perfeitamente consciente de que necessito de mais graça. Envergonho-me de não possuir uma fome maior. Ó Deus, ó Deus trino, quero buscar-Te mais; quero buscar apenas a Ti; tenho sede de tornar-me mais sedento ainda. Mostra-me a Tua glória, rogo-Te, para que assim possa conhecer-Te verdadeiramente. Por Tua misericórdia, começa em meu íntimo uma nova operação de amor. Diz à minha alma: “Levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem” (Ct 2:10). E dá-me graça para que me levante e te siga, saindo deste vale escuro onde estou vagueando há tanto tempo. Em nome de Jesus. Amém.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Louvores do Coração Aquecido


Trecho de louvores da Grande Celebração do Coração Aquecido. Reunião das igrejas de origem wesleyana no propósito de reformar o Brasil a começar pela própria igreja, espalhando a santidade bíblica por toda a terra.
21 de Maio de 2011 no Ginásio do Ibirapuera.

Abertura da Grande Celebração do Coração Aquecido


Abertura da Grande Celebração do Coração Aquecido em 21 de Maio de 2011 que reuniu as igrejas de origem wesleyana com o propósito de espalhar a santidade bíblica por toda a terra. Salvação é cura e restauração. Salvação é reconciliação do homem com seu criador, com o seu semelhante e com toda a criação de Deus.

A Função Transformadora do Evangelho e da Igreja - Parte 01/02

Série de vídeos da Celebração do Coração Aquecido!


Foi lindo ver as igrejas de origem wesleyana unidas no propósito de reformar a nação, particularmente a Igreja, e espalhar a santidade bíblica sobre toda a terra.

Coração Aquecido 2011 - Fotógrafo Pepê captou o espírito da celebração!

domingo, 22 de maio de 2011

Coral na Celebração do Coração Aquecido


Coral Mil Vozes da Metodista Wesleyana na Celebração do Coração Aquecido!

Celebração do Coração Aquecido - trecho do abençoado louvor! - 21/05/2011 - Ginásio do Ibirapuera - Sã...


Trecho do abençoado momento de louvor!

Hino Nacional - CJC e Banda Nacional do Exército de Salvação


Banda Nacional do Exército de Salvação executando o Hino Nacional acompanhados dos Cruzados Juvenis Cristãos Metodistas Livres. Momentos inesquecíveis! Celebração do Coração Aquecido que reuniu igrejas de tradição wesleyana no ginásio do Ibirapuera no dia 21 de Maio de 2011 no propósito de fortalecer a união em torno da missão comum de reformar a nação, começando pela igreja que reconhecemos carece de um reavivamento genuíno que espalhe a santidade bíblica sobre toda a terra.

Pronunciamento Wesleyano na Assembléia Legislativa de São Paulo



Pronunciamento das Igrejas de origem Wesleyana na Assembléia Legislativa de São Paulo

sábado, 21 de maio de 2011

Coração Aquecido Mensagem


Quando Jesus entrou em Jerusalém, foi direto ao templo e não ao palácio. Antes de confrontar a corrupção do Estado, Jesus confrontou a corrupção do templo. O juízo começa pela casa de Deus!
A reforma começa pela igreja. Antes de apontarmos para o cisco do olho do outro precisamos tirar a trave que esta no nosso!
A solução da nação passa pela Igreja.
Precisamos de um avivamento à moda wesleyana que impacte positivamente a nossa pátria.

Pronunciamento das Igrejas de origem Wesleyana na Assembléia Legislativa de São Paulo

Pronunciamento das Igrejas de origem Wesleyana na Assembléia Legislativa de São Paulo

Fotos da Celebração do Coração Aquecido!


Igrejas de origem wesleyana reunidos no Ginásio do Ibirapuera para celebrar a experiência que transformou a vida de Wesley e impactou o mundo. Cremos que os efeitos da graça divina são superiores aos efeitos do pecado original. Jesus veio desfazer as obras do diabo, restaurando a imagem de Deus, renovando todas as coisas através do poder do Evangelho que opera através do Espírito Santo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Como enfrentar os traumas do passado e os desafios do presente?


Mensagem baseada na vida do profeta Daniel que sofreu e venceu os traumas das inúmeras calamidades que se abateram sobre sua vida, família e nação quando ele ainda era um adolescente, e também como foi perseverante em sua fé no propósito de não se deixar seduzir pelas tentações do poder, das riquezas, do sucesso e dos prazeres carnais decorrentes de uma posição muito privilegiada. Daniel mostra-se íntegro e fiel a Deus tanto na dor como na prosperidade. Um exemplo para todos nós!
Bispo Ildo

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Palavra do Dr. Kevin Mannoia


Untitled from metodista3re on Vimeo.


Dr. Kevin Mannoia é o Presidente da Fraternidade Wesleyana de Santidade dos Estados Unidos

O Avivamento Metodista

Os irmãos João e Carlos Wesley, pastores anglicanos, embora muito bem intencionados, fracassaram em sua viagem missionária aos Estados Unidos que durou apenas 18 meses. Frustrado e deprimido, João Wesley exclamou: "fui à América evangelizar os índios, mas quem me converterá?".

Durante uma grande tempestade na travessia do Oceano Atlântico, João ficou profundamente impressionado com a confiança e tranquilidade demonstradas por um grupo morávio de cristãos pietistas que alegremente cantavam e louvavam ao nome do Jesus diante da perspectiva da morte. Tal atitude contrastava com os sentimentos de medo da morte e do juízo final. Tais experiências são o início de uma crise que o levará a uma grande descoberta!

O problema é que eles não conheciam a graça de Deus. Quando Carlos Wesley ficou doente a ponto de quase morrer, foi interrogado sobre aquilo em que depositava confiança para a vida eterna. Sua resposta foi: Tenho empregado meus melhores esforços para servir a Deus." Como o amigo que fizera a pergunta parecesse não ficar completamente satisfeito com a resposta, pensou Carlos: "Pois quê? Não são meus esforços razão suficiente para a esperança? Despojar-me-ia de meus esforços? Nada mais tenho em que confiar." (Vida do Rev. Carlos Wesley, de João Whitehead, p. 102).

Embora vivessem uma vida de rigorosa renúncia em busca da santidade que lhes garantisse o favor divino, por esta via, João e Carlos jamais alcançaram a paz e a alegria oriundas da certeza da salvação.

Foi somente no dia 24 de maio de 1738, numa pequena reunião, ouvindo a leitura de um antigo comentário escrito pelo reformador Martinho Lutero sobre a Carta aos Romanos, que Wesley sentiu seu coração aquecer-se de modo sublime, por haver compreendido perfeitamente a essência do Evangelho de Cristo, renunciando toda confiança em suas próprias obras e passando a confiar inteiramente no Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Após esta maravilhosa experiência, Wesley continuou se esforçando para agradar a Deus em tudo, porém não como um meio de se alcançar a salvação, mas como produto da fé e como resultado da graça; não como raiz, mas como fruto da graça santificadora. Nossos frutos são frutos do Espírito que opera graciosamente em nossos corações!

Esta chama acesa no coração de Wesley não foi fogo de palha! Tal experiência produziu uma verdadeira revolução e mudou sua perspectiva do Evangelho e da missão da Igreja. Wesley tornou-se um pregador fervoroso e incansável da justificação pela fé na cruz de Cristo e do poder do Espírito Santo para transformação e santificação de indivíduos e comunidades inteiras. Nos 50 anos que se seguiram, ele pregou em média de três sermões por dia; a maior parte deles ao ar livre. Milhares se converteram e passaram a trilhar o caminho da santidade. Um avivamento se deu de modo a afetar positivamente toda a sociedade, produzindo a abolição dos escravos, reformas educacionais, reformas no sistema prisional, reformas nas questões trabalhistas, de modo que historiadores chegam a atribuir ao movimento metodista o mérito da Inglaterra não ter padecido os horrores de uma revolução sangrenta como a que aconteceu na França.

O metodismo também foi um movimento missionário. Missionários foram enviados para diversos países. João e Carlos haviam fracassado feio em sua pioneira ação missionária nos Estados Unidos. Mas, depois da experiência do Coração Aquecido, o metodismo conquista o coração do povo americano. Em 1776 os metodistas representavam 2,5% da população religiosa nos Estados Unidos. Em 1850 os metodistas já representavam 34,2%! Em outras palavras, enquanto em 1776, 1 em 40 americanos eram metodistas, já, em 1859, eram 1 em cada 3! E nenhuma outra denominação chegava ao menos perto do número de metodistas naquela ocasião. Em segundo lugar vinham os batistas com 20,5%. (The Churching of America, 1776-2005: Winners and Losers in Our Religious Economy, Revised and Expanded Edition; Autores: Roger Finke e Rodney Stark).

A grande família metodista possui hoje cerca de 80 milhões de membros e está presente em 140 países. Nos últimos 10 anos, igrejas de linha de santidade se tornaram cada vez mais conscientes do seu patrimônio único e de seu potencial para ministrar com relevância as necessidades desta sociedade pós-moderna. Com ênfase na graça de Deus, transformação, e vida íntegra e autêntica diante de Deus e de outras pessoas, a mensagem de santidade é cada vez mais atraente para uma ampla gama de pessoas de todas as tradições religiosas. Sentem necessidade de rearticular a mensagem de santidade de modo a fazer jus ao seu legado histórico, a medida que também buscam evitar as armadilhas de dois extremos: legalismo, de um lado, e evangélicos genéricos sem transformação de vida, de outro. Portanto, estão se unindo no propósito de reformar a nação, particularmente a Igreja, a fim de espalhar a santidade bíblica sobre toda a terra.

A mensagem que o mundo mais precisa hoje em dia é exatamente esta mensagem de santidade enfatizada por João Wesley. As igrejas precisam de uma mensagem autêntica e clara que substituirá o “santo graal” de métodos como o foco de sua missão. Nossa mensagem é nossa missão!

Além do mais temos sido inundados por líderes que se tornaram prisioneiros de uma mentalidade de sucesso numérico e influência programática. Eles se tornaram tão preocupados sobre “como” administrar a igreja que negligenciaram o aspecto mais importante que tem a ver com “o que” a igreja declara. Nós inundamos o “mercado” com esforços metodológicos para fazer a igreja crescer. Neste processo, nossos líderes perderam a capacidade de liderar. Eles não conseguem liderar porque não tem nenhuma mensagem autêntica para transmitir, nem uma visão autêntica de Deus, nem uma compreensão transformadora da alteridade de Deus (Deus: o totalmente Outro). Eles sabem disto e desejam encontrar o poder centralizador de uma mensagem que faça a diferença. Mais que nunca desejam banhar-se em uma profunda compreensão do chamado de Deus pela santidade - vida transformada. Estão cansados de confiarem em métodos. Querem uma missão. Querem uma mensagem!

As pessoas hoje estão buscando um futuro sem terem uma memória espiritual. Eles suplicam aos cristãos por uma palavra generosa e integrante que faça sentido e faça a diferença. Temos a obrigação de deixar claro que Deus é relevante para a vida das pessoas. Nós temos de nos livrar de nossa obsessão por uma linguagem verborrágica, de expectativas embaraçosas e de nossos padrões intransigentes. Qual é o âmago, o centro, a essência do chamado de Deus? Eis aí nossa mensagem, eis aí nossa missão!

Aqui no Brasil, líderes de várias denominações de origem wesleyana se uniram para formar a Fraternidade Wesleyana de Santidade, que se reúne mensalmente com o intuito de orar e trabalhar em favor de um reavivamento que reforme a igreja e transforme a nação brasileira.


Fraternidade Wesleyana de Santidade
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http://santidadeeunidade.blogspot.com

terça-feira, 10 de maio de 2011

Vigília do Coração Aquecido


Vídeos dos louvores, mensagens e momentos marcantes da Vigília do Coração Aquecido que reuniu pastores e membros de igrejas de origem wesleyana na Catedral Metodista de São Paulo em 06 de Maio de 2011.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A Palavra e o Avivamento - A Igreja Precisa de Uma Nova Reforma!


A Palavra e o Avivamento

“A Palavra de Deus é viva e eficaz!”(Hb 4.12).


A Palavra de Deus cria a vida. Tudo o que existe foi criado por meio da Palavra de Deus. Antes de cada etapa da criação temos a expressão “Disse Deus” (Gn 1). “Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca” (Sl 33.6).

A Palavra de Deus renova a vida. A vida surge da Palavra e também é renovada a partir da mesma Palavra de Deus. “Vivifica-me Segundo a tua Palavra!” (Sl 119.25). Os avivamentos genuínos são produtos de um retorno às Escrituras Sagradas.

A Palavra comunica o Espírito Santo. O Espírito Santo é o Espírito da Palavra de Deus: “recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” (Gl 3.2). “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”(Ef 1.13).

A Palavra é a Espada do Espírito: “Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus”(Ef 6.17)

A Palavra produz plenitude do Espírito. Para o Apóstolo Paulo, plenitude do Espírito é sinônimo de plenitude da Palavra. Em textos paralelos, ele substitui a expressão “Enchei-vos do Espírito”(Ef 5.18) pela que diz: “A palavra de Cristo habite em vós abundantemente” (Co 3.16). Reparar que o restante do contexto permanece basicamente o mesmo em ambos os textos.

A palavra de Deus transmite fé. A fé também vem pela Palavra. “De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm 10.17). “A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos” (Rm 10.8).

A Palavra de Deus salva: “recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas”(Tg 1.21). “E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus” (2 Tm 3.15). “Porque não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego” (Rm 1.16). O diabo sabe do poder salvador da Palavra, de modo que vive procurando tirá-la do coração humano: “E os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não se salvem, crendo” (Lc 8.12).

A Palavra de Deus regenera: ”ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas”(Tg 1.18); e “ sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre” (1 Pe 1.23).

A Palavra de Deus santifica: “vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado”(Jo 15.3); e “Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,”(Ef 5.26).

A Palavra de Deus é libertadora: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8.32).

A Palavra de Deus produz avivamentos: Os avivamentos registrados na Bíblia se deram a partir da Palavra de Deus:

A fé de Elias foi avivada pelo cumprimento em seus dias (1 Rs 16.34) de uma Palavra Bíblica registrada em Josué 6.26. É meditando nas Escrituras que ele encontra discernimento e coragem para se apresentar diante do Rei Acabe para dizer: “tão certo como vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos” (1 Rs 17.1). A confiança de Elias está pautada nas Escrituras de Deuteronômio 11.16-17. Elias orou com instância para que não chovesse (Tg 5.17), pois, de acordo com a profecia de Moises, a idolatria promovida por Acabe não poderia ficar impune (Dt 11.16-17). A oração de Elia foi a do tipo “Faze Senhor como prometeste!”(2 Sm 7.25). Vemos, portanto, que o segredo da imensa fé e do ministério profético de Elias residem em sua confiança na Palavra de Deus.

Nos dias do Rei Josias houve um grande avivamento espiritual cujo estopim foi o achado das Escrituras Sagradas (2 Cr 34.14). E o avivamento nos dias de Esdras e Neemias se deu ao redor da Palavra que era lida e explicada todas as manhãs, produzindo arrependimento e despertamento espiritual (Ne 8 – 9).

A Reforma Protestante também aconteceu através de uma redescoberta da verdade do Evangelho. Foi através da leitura das Escrituras que o Padre Lutero teve os seus olhos abertos para o fato da Salvação se ministrada gratuitamente através da fé, o que contrariava a prática católica de cobrar para conceder o perdão dos pecados. Lutero traduziu as Escrituras para a língua do seu povo. A Palavra de Deus produziu uma grande revolução mundial!

O grande avivamento wesleyano que impactou a Inglaterra e pôs fim a escravidão teve seu início com Wesley que estava escutando uma exposição de um trecho de Romanos quando sentiu o seu coração estranhamente aquecido! Wesley disse: “Eu sou homem de um livro só”!

A Igreja brasileira precisa de uma urgente reforma, pois a Igreja tem se desviado da Palavra. Se é verdade que a Palavra vivifica, é certo também que o distanciamento dela provoca morte e destruição. “O meu povo está morrendo por falta de conhecimento” (Os 4.6). A Igreja tem sido contaminada pela teologia da prosperidade, pelo neopentecostalismo, pelo emocionalismo, por práticas bizarras, por fogo estranho no altar de Deus, pelo comércio da fé, pela vaidade humana, pelo estrelismo e culto a personalidade, pelos incontáveis escândalos de toda espécie, pelo relativismo moral, por um cristianismo meramente nominal, por conversões espúrias, sem transformação de vida, por um crescimento sem qualidade, sem santificação, por mania de grandeza, por ambições políticas, por amor ao sucesso, por uma mentalidade materialista, secularista e pragmática, que dá lugar a uma busca desenfreada por métodos, onde os fins justificam os meios, onde a ação do Espírito é deixada de lado em favor de métodos humanos. Sim, a Igreja precisa de uma urgente reforma por estar cada vez mais divorciada da Palavra de Deus.

Precisamos de um genuíno avivamento à moda antiga que se dê através de um retorno à Palavra de Deus e que produza frutos da semente desta bendita Palavra (Mc 4.20), os frutos do Espírito (Gl 5.22 e Ef 5.9) e os “frutos dignos do arrependimento” (Mt 3.8).

“Vivifica-me Segundo a tua Palavra!” (Sl 119.25)


Bispo Ildo Mello

Fraternidade Wesleyana de Santidade

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A Palavra e o Avivamento - A Igreja Precisa de uma Nova Reforma
A Palavra e o Avivamento - A Igreja Precisa de uma Nova Reforma

sábado, 7 de maio de 2011

Candeia da Unidade em Missão


Líderes das igrejas Metodista, Metodista Wesleyana, Metodista Livre e Holiness acendendo a candeia da unidade espiritual em torno da missão de reformar a igreja e transformar a sociedade brasileira. Vigília do Coração Aquecido realizada na Catedral Metodista de São Paulo no dia 6 de Maio de 2011 orando por um genuíno avivamento e também em favor da grande Celebração do Coração Aquecido que acontecerá no dia 21/05/11 no Ginásio do Ibirapuera.
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Mensagem do Bispo Caleb sobre Apocalipse 4


Mensagem do Bispo Caleb sobre Apocalipse 4 para pastores e líderes de igrejas de origem wesleyana que participaram da vigilia do Coração Aquecido na Catedral Metodista de São Paulo em 06 de Maio de 2011.

Vigília do Coração Aquecido - Slides

Avivamento, um retorno à Palavra


Mensagem do Bispo Ildo na vígilia do Coração Aquecido que reuniu pastores e membros de várias igrejas de origem wesleyana demonstrando que os avivamentos genuínos são produtos de um retorno às Escrituras Sagradas. O Espírito Santo é o Espírito da Palavra de Deus. A fé também vem pela Palavra. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!
Os avivamentos registrados na Bíblia se deram a partir da Palavra de Deus: Elias, Josafá, Josias, Neemias. A Reforma se também através de uma redescoberta da verdade do Evangelho. E Wesley estava escutando uma exposição de um trecho de Romanos quando sentiu o seu coração estranhamente aquecido!
Precisamos de um genuíno avivamento à moda antiga que se dá através de um retorno à Palavra de Deus.

Vígília do Coração Aquecido


Momentos de louvor da Vigília do Coração Aquecido que reuniu membros das igrejas Metodista, Holiness, Metodista Wesleyana e Metodista Livre na Catedral Metodista de São Paulo no dia 06 de Maio de 2011 para cultuar a Deus, meditar nas Escrituras e interceder em favor de um genuíno avivamento que reforme a Igreja e transforme o Brasil. Oramos de maneira especial pela Grande Celebração do Coração Aquecido que reunirá mais de 10 mil membros das distintas igrejas de origem metodista no Ginásio do Ibirapuera para testemunharmos do amor santificador de Deus através da unidade da Igreja.

Celebração Coração Aquecido
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Santidade e Unidade
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sexta-feira, 6 de maio de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

Perfeição Cristã

A Perfeição Cristã

Romanos 12.1-2
Qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para nossas vidas?

"Sede Perfeitos como é perfeito o vosso Pai Celestial" (Mt 5.48)

Renovação da imagem de Deus é o modo preferido de caracterizar a santificação por englobar as dimensões individual e social

"Renovados à imagem do Criador" (Co 3.10)
"Predestinados para serem conformes à imagem de seu Filho" (Rm 8.29 e Ef 1.4)
"segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior" (2Co 3.18)
"novo homem, criado para ser semelhante a Deus" (Ef 4.24)

"A fé que atua pelo amor" é o comprimento, a largura, a profundidade e a altura da perfeição cristã". (Wesley)
"amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a nós mesmos".
"Deus nos concedeu todas as condições necessárias para a vida e a piedade" (2 Pe 1.3);
para "escaparmos da corrupção deste mundo" (2 Pe 1.4).
"Por isso, façam todo o esforço" (2 Pe 1.5)

1) Recebemos (Rm 5.5; Ez 36.27; At 1.8)
2) Participamos (2 Pe 1.4, 1 Jo 3.9)
3) Refletimos (Mt 5.14; 1 Pe 1.15; Fp 2.15)

Bispo Ildo Mello


Perfeição Cristã

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Lançamento do Filme "Wesley: um coração transformado"


Depois do reformador Alemão Lutero ganhar as telas através da produção cinematográfica “Lutero, O Filme”, agora é a vez de outro grande reformador, o Avivalista Inglês John Wesley, ganhar a sua versão em longa metragem.

"Wesley: um coração transformado" é um drama de fé e renovação. Esta verdadeira história é baseada no diário real de John Wesley, fundador do movimento metodista, ao lado de seu irmão, o prolífico compositor musical, Charles Wesley. Este filme está repleto de aventura, romance e desafio. Ao longo desta apresentação dramática, os espectadores vão se identificar com as lutas pessoais desses grandes heróis da fé. Perceberam também como é que foi que o poder transfomador da graça de Deus transformou suas vidas e o mundo ao seu redor. Este longa metragem, há muito aguardado, foi premiado por seus efeitos especiais, fotografia deslumbrante e autênticos figurinos do século XVIII, o filme “Wesley: A Heart Transformed Can Change the World” (Título em Inglês), será lançado em oficialmente no Brasil na Celebração do Coração Aquecidodia 21 de Maio no Ginásio do Ibirapuera, ocasião em que a grande família wesleyana estará reunida para celebrar a experiência que transformou a vida de Wesley e impactou seu país e o mundo. Não Percam!

Grande Celebração do Coração Aquecido


Participe do culto histórico que reunirá milhares de pastores e membros das igrejas de origem metodista para uma grande celebração daquele que foi o estopim do avivamento wesleyano, ou seja, a poderosa experiência santificadora do Espírito Santo que transformou a vida de Wesley e o mundo ao seu redor.

Cremos que a pregação e a vivência da santidade cristã são o que o Brasil mais precisa neste momento. Oramos em favor de um genuíno avivamento que produza transformação de vidas e que cause um poderoso e positivo impacto na sociedade brasileira.

Participe e divulgue!

Dia 21 de Maio de 2011 no Ginásio do Ibirapuera - Culto Principal começará às 16 h.

Consciência Ecológica

Por Ariovaldo Ramos

“E Deus os abençoou e lhes disse: sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra” (Gênesis 1,28).

Esse verso, conhecido como o mandato cultural – a ordem de Deus para que a raça humana se expanda e assuma o planeta – geralmente tem sido interpretado como uma permissão para que a humanidade exerça total domínio sobre a criação, multiplicando-se de forma indistinta. No entanto, é simplesmente o contrário.

Essa fala divina, na verdade, está inserida no contexto mais amplo da responsabilidade e do relacionamento. O que Deus fez foi entregar o mundo aos cuidados da raça humana, quando ainda éramos Seus parceiros, antes de nossa queda por desobediência. Portanto, ver o mandato cultural numa perspectiva predatória, que é uma das marcas da rebelião da raça humana contra o Criador, é um contra-senso. Não combina com o caráter de Deus, com o estado da humanidade na ocasião e, muito menos, com a conclusão divina sobre a sua criação: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gênesis 1,31).

O problema é que adotamos parâmetros totalmente equivocados ao seguir a indicação de Deus, quando Ele diz ‘dominai’. Entre as muitas formas de exercer domínio, escolhemos o modelo anti-ecológico que praticamos atualmente, com os resultados nefastos conhecidos por todos. Entretanto, o contexto das Escrituras Sagradas fala de um modelo divino inequívoco: “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gênesis 2,15). Ou seja, Deus propôs que o planeta fosse um grande jardim. Um jardim cuja essência é comunitária e no qual a beleza reside no conjunto: pressupõe harmonia e partilha de recursos, numa engenharia em que a sobrevivência e a necessidade de crescimento de todos os seres sejam garantidas. Em outras palavras, desenvolvimento sustentado.

No projeto de Deus, o homem é um jardineiro, com a peculiaridade, importante, de ser parte do jardim. E a restrição prescrita a todas as espécies – de não ameaçar a existência das demais – recai, por excelência, sobre o jardineiro: somos nós os responsáveis por administrar o relacionamento do planeta com os seus ocupantes, e destes entre si. Não temos, portanto, o direito de ocupar de modo ilimitado os espaços do planeta, ou de canalizar todos os recursos para nós, ou de qualquer movimento que ponha em risco a sobrevivência do planeta. Fazemos parte e somos dependentes do equilíbrio ecológico. Estabelecer limites para a nossa expansão sobre o planeta é um imperativo.

Se, desde o princípio, tivéssemos sido o jardineiro consciente que o Criador desejou, a experiência do jardim comunitário, da vida solidária, tornaria natural a busca por um desenvolvimento sustentado. Bem, não o fomos. Pelo contrário, tornamo-nos a antítese do jardineiro. Logo, duas questões, imbricadas entre si, foram tornadas urgentes: a racionalização do consumo e a consequente recuperação do bioma. Assim, todos os meios salutares devem ser usados para que nossa existência não seja a causa da falência do planeta. Não é tarde para apreendermos a perfeição do jardim de Deus.

Fotos da Fraternidade Wesleyana de Santidade

Um olhar renovado sobre o tema da santidade

Como os líderes devem avançar na vivência da santidade em seus ministérios, o que vem a seguir representa os temas que deverão ser considerados com cuidado nos próximos anos. Nós oferecemos isso como um convite ao engajamento em torno da mensagem transformadora confiada aos nossos cuidados.

1. Dimensões da Santidade
Santidade tem várias dimensões. Dentro de cada dimensão existem realidades contrastantes. É importante abraçar os dois elementos de cada lado, a fim de experimentar e praticar a santidade na sua plenitude.
  1. Individual e corporativa: Nós somos chamados a ser pessoas santas individualmente e a ser um povo santo corporativamente. O aspecto social da santidade, que é proeminente nas Escrituras, precisa ser novamente enfatizado nesta época e cultura.
  2. Centrada em Cristo e centrada no Espírito Santo: o trabalho do Espírito Santo em nós leva a conformidade com a pessoa de Jesus Cristo. Um não deve ser expresso sem o outro. 
  3. Desenvolvimento e Fim: Deus tem um propósito final para cada pessoa, que é ser como Jesus Cristo. O ensino sobre o desenvolvimento da vida cristã deve ter como propósito final levar o cristão a ser semelhante a Cristo.
  4. Crise e Processo: Uma obra definitiva da graça de Deus em nossos corações e nossa constante cooperação com sua graça, devem ser igualmente enfatizados.
  5. Bênçãos e Sofrimentos: A plena união com Jesus Cristo traz muitas bênçãos, mas também nos torna participantes de seus sofrimentos.
  6. Separação e Encarnação: Os santos de Deus estão, mas não são do mundo. Santidade requer tanto separação e redenção, reconciliação e engajamento restaurador.
  7. Forma e Essência: Santidade sempre se expressa em formas específicas, que são as maneiras pelas quais ela é traduzida em vida e ação. Mas as formas não devem ser confundidas com a essência da própria santidade.
Como você consegue conciliar estas realidades contrastantes em sua vida pessoal e ministério? Onde você vê a necessidade de maior equilíbrio? 

2. Essência da Santidade 
A essência da santidade é que Deus é santo e nos chama a ser um povo santo. O desafio é refletir a Jesus Cristo de uma forma relevante e contextual que transcenda as barreiras sociais e as diversidades culturais. Habitado e fortalecido pelo Espírito Santo, o povo santo deve viver e amar como Jesus Cristo. Andando intimamente com ele, transbordamos em compaixão e abraçamos a causa daqueles a quem Deus ama. 
Como você pode efetivamente encarnar a santidade no contexto onde você vive atualmente, quer no nível pessoal como também no social, através da sua ação missionária?

3. Santidade e Unidade
Embora as diferenças nos tenha levado a nos fragmentarmos em igrejas, a santidade nos convida à unidade. Deus quer nos curar, restaurar o que foi quebrado, promovendo unidade e integração do indivíduo, da família, da igreja e de toda a sociedade. O impacto da santidade ultrapassa as fronteiras da tradição, da teologia, do gênero, das etnias e do tempo, afetando positivamente as pessoas e as estruturas institucionais. A cura resultante une todos os cristãos plenamente, que podem testemunhar assim de seu crescimento na semelhança de Cristo. A mensagem de santidade envolve conversação e envolvimento com os outros.

Quais não devem ser nossos discursos e ações em favor da plena restauração das pessoas, das igrejas e da sociedade? 

4. Santidade e Cultura
O Povo Santo, enquanto ele mesmo é influenciado pela cultura, deve transmitir a mensagem de santidade dentro das diversas culturas existentes. Cultura afeta a mensagem de santidade e as igrejas porque, como seres humanos, somos seres sociais. A cultura nos desafia a articular a santidade de modo relevante e transformador sem perder a integridade da mensagem. 
Como fazer exegese da cultura e subcultura a fim de produzir transformação? Como você poderia encarnar a mensagem de santidade no seu contexto pastoral?
5. Santidade e Comunidade
Santidade individual e social exige que as comunidades de fé possuam estruturas organizacionais, processos e conteúdos que promovem a obediência radical a Jesus Cristo. Santidade não se desenvolve isoladamente e as comunidades de fé oferecem apoio espiritual e prestação de contas. 
Que estruturas organizacionais, processos e conteúdos ajudariam melhor a promover a obediência radical a Jesus Cristo, pessoalmente e no ministério?
6. Santidade e preocupação social
Compromisso social é uma expressão essencial da encarnação da santidade pessoal e social. Inclui ministério entre os pobres, oprimidos e marginalizados. Santidade requer uma resposta às necessidades mais profundas e severas do mundo. Engajamento social é a continuidade do trabalho de Jesus Cristo, através da Igreja, pelo Espírito Santo e para o mundo.

Sendo a proclamação do evangelho de Jesus Cristo para os pobres algo tão essencial, como você tem se engajado em dar seqüência a obra de Cristo em socorro aos desfavorecidos e marginalizados?
7. Comunicar Santidade
Cristãos vivem em ambientes de mudança contínua de linguagem. Eles devem comunicar a mensagem de santidade, de maneira clara, relevante e cativante. A mensagem de santidade, muitas vezes, é comunicada com os termos e paradigmas que não são compreendidos hoje em dia.
Que termos e paradigmas você poderia usar para comunicar a mensagem de santidade de forma mais convincente?